Curso de Mangá: Entenda melhor o estilo!

Por: Carol Cunha 19 de abril, 2024

No curso de mangá da Casa dos Quadrinhos, você vai aprender as peculiaridades do estilo japonês de desenho e narrativa.

Para que você possa começar a compreender um pouco mais sobre isso, preparamos um texto comparando o estilo mangá e os quadrinhos ocidentais com os quais temos mais familiaridade.

Comparar e contrastar mangás e quadrinhos ocidentais é mergulhar em dois universos culturais e artísticos distintos, cada um com suas próprias características marcantes.

Enquanto ambos compartilham o uso da arte sequencial para contar histórias, suas abordagens, estilos e até mesmo a forma como são consumidos e produzidos diferem consideravelmente.

Considere este texto como uma pequena introdução sobre o que abordamos em nosso curso de mangá, especialmente em relação à construção narrativa.

Origens e Desenvolvimento

Os mangás têm suas raízes fincadas na rica tradição cultural do Japão, remontando aos pergaminhos criados por monges budistas no século XII. Esses primeiros exemplos de narrativa visual estabeleceram as bases para o que viria a ser conhecido como mangá, influenciando não apenas a arte japonesa, mas também a sociedade e a cultura de maneira mais ampla. Ao longo dos séculos, os mangás evoluíram, adaptando-se às mudanças sociais e tecnológicas, até se tornarem uma forma de arte reconhecida em todo o mundo.

Por outro lado, os quadrinhos ocidentais têm uma história mais recente, datando do século XIX, com as primeiras tiras de jornal e revistas ilustradas. No entanto, foi no século XX, especialmente nos Estados Unidos, que os quadrinhos ocidentais ganharam destaque, com o surgimento de ícones como Superman, Batman e Homem-Aranha. Desde então, os quadrinhos ocidentais se tornaram uma parte integrante da cultura pop global, influenciando não apenas outras formas de mídia, como cinema e televisão, mas também a moda e a arte.

Fluxo de Informações e Narrativa Visual

Uma das diferenças mais perceptíveis entre mangás e quadrinhos ocidentais está no fluxo de informações e na forma como as histórias são contadas visualmente. Enquanto os quadrinhos ocidentais seguem a leitura tradicional da esquerda para a direita e de cima para baixo, os mangás desafiam essa convenção, exigindo que os leitores sigam uma direção oposta, da direita para a esquerda e também de cima para baixo. Essa peculiaridade dá aos mangás uma dinâmica única, conduzindo os leitores através da história de maneira distinta.

Enquanto os quadrinhos ocidentais tendem a ser mais diretos e se focam em ação, os mangás podem explorar uma gama mais ampla de técnicas visuais, desde painéis cheios de ação até momentos de contemplação e detalhes sutis. A presença de painéis com pouquíssimo diálogo é comum nos mangás, proporcionando momentos de pausa e reflexão em meio à trama.

No nosso curso de mangá, você irá aprender exatamente como aplicar a estrutura e o fluxo de informações cinematográfico mais comum no estilo japonês de se construir uma narrativa visual.

Publicação e Produção

Outra diferença significativa está na forma como são se publicam e produzem mangás e quadrinhos ocidentais. Os mangás são frequentemente serializados em revistas semanais ou mensais no Japão, antes de os compilarem em volumes encadernados. Esse processo permite uma interação contínua com os leitores e uma adaptação gradual da história de acordo com o feedback recebido.

Por outro lado, os quadrinhos ocidentais muitas vezes são publicados como edições individuais ou coletâneas, com histórias frequentemente divididas em arcos narrativos. Isso proporciona uma oportunidade para diferentes equipes criativas explorarem diferentes aspectos dos personagens e do universo das histórias.

Estilos Visuais e de Escrita

As diferenças também se refletem nos estilos de arte e escrita. Conhecemos os mangás por seu estilo distintivo, com personagens frequentemente representados de maneira emotiva e exagerada, utilizando expressões faciais e layouts de painéis dinâmicos para transmitir emoções e movimento. O uso de linhas diagonais e painéis circulares é comum nos mangás, criando uma sensação de movimento e energia.

Enquanto isso, os quadrinhos ocidentais tendem a adotar uma abordagem mais realista, tanto em termos de arte quanto de escrita. Os personagens são retratados com proporções mais naturais, e a escrita geralmente segue uma narrativa mais direta, que focada no desenvolvimento da trama e dos diálogos. O layout de painel é geralmente mais simples, com foco na ação e no diálogo.

Impacto Cultural e Significado Social

Por fim, o impacto cultural de mangás e quadrinhos ocidentais são aspectos importantes a considerar. No Japão, o mangá faz parte da herança cultural do país há séculos, influenciando tudo, desde moda e entretenimento até ativismo social. Os mangás são uma forma de expressão artística profundamente enraizada na identidade japonesa, refletindo os valores, preocupações e aspirações da sociedade.

Os quadrinhos ocidentais também tiveram um grande impacto, não apenas na América, mas em todo o mundo, inspirando inúmeros filmes, programas de TV e videogames. No entanto, seu impacto cultural é mais recente em comparação com o mangá, remontando apenas ao século XIX. Ainda assim, os quadrinhos ocidentais desempenharam um papel significativo na formação da cultura popular global, moldando a imaginação e as experiências de gerações de leitores.

Conclusão

Em suma, mangás e quadrinhos ocidentais são duas formas distintas e interessantes de narrativa gráfica, cada uma com suas próprias características e influências culturais.

No nosso curso de mangá, você poderá tanto aprender a desenhar em estilo mangá quanto se aprofundar nas características específicas da narrativa visual japonesa para que possa criar sua própria história.

Quer saber mais? Entre em contato conosco!