Avatar- O Caminho da Água: Resenha

Por: Carol Cunha 20 de janeiro, 2023

Avatar – O Caminho da Água se prova como um grande sucesso de público, alcançando quase dois bilhões de dólares em sua bilheteria mundial. 

Para a Casa dos Quadrinhos, o sucesso do filme possui um gostinho especial, uma vez que nosso professor Guilherme Balbi fez o design para personagem no novo filme de Avatar.

Além do design do filme, em 2021, a Dark Horse Comics lançou uma mini-série da franquia Avatar, de James Cameron, que contava com a arte de Balbi nas capas.

Guilherme Balbi trabalhou novamente com Avatar na minissérie da Dark Horse: The High Ground, que se passa entre o primeiro e segundo filme da franquia. Em outras palavras, um prequel de Avatar- O Caminho da Àgua.

O Primeiro Avatar

O primeiro Avatar (2009) se tornou o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos (até agora), reintroduziu o 3D para uma nova geração de espectadores e ultrapassou os limites da tecnologia de computação gráfica daquela época.

O que se esperava em 2009 era que as suas sequências dominassem a década seguinte, mas James Cameron pensava diferente, apesar de todo o frisson em torno de Avatar.

Portanto, durante os últimos treze anos, Cameron passou a trabalhar arduamente nas quatro sequências da franquia, enquanto, simultaneamente, esperava que a tecnologia de efeitos especiais pudesse alcançar o nível que ele desejava para retornar novamente à lua Pandora.

Entretanto, era também necessário que o público também retomasse seu interesse pela franquia. Tanto o relançamento do primeiro Avatar em uma nova e impressionante remasterização em 4K quanto o trailer inicial das quatro sequências parecem ter tido esse efeito. Portanto, mais uma vez, Avatar estava de novo no centro da conversa da cultura pop.

A história da sequência

A cobrança para que Avatar – O Caminho da Àgua fosse tão bom ou melhor que o seu sucessor era muito forte. Em outras palavras, depois de todos esses anos, agora que a continuação chegou aos cinemas, será que valeu a pena esperar?

Embora o filme não seja uma unanimidade, grande parte dos críticos abraçou a visão do diretor e muitas resenhas positivas foram escritas sobre a sequência. Do mesmo modo, o grande público realmente se apaixonou pelo novo conto passado em Pandora.

O caminho da água começa explicando o que aconteceu depois que os humanos da RDA partiram de Pandora. O piloto e desertor Jake Sully (Sam Worthington), agora vivendo integralmente como Na’vi, e sua companheira Neytiri (Zoe Saldaña) começaram uma família e se tornaram líderes da tribo Omaticaya.

A Família Sully

O casal têm três filhos biológicos e uma adotada, além de uma criança humana agregada da família. O mais velho, Neteyam (Jamie Flatters), é visto como o filho perfeito e tenta atender às expectativas do pai. Por outro lado, o filho do meio Lo’ak (Britain Dalton) é tido como rebelde apesar de seu enorme potencial.

A filha adotiva, Kiri (Sigourney Weaver) possui uma estranha conexão com a Dra. Grace Augustine, que faleceu no primeiro filme (também vivida por Weaver). E a caçula Tuktirey (Trinity Jo-Bliss) é uma garotinha tímida e adorável. E para fechar, temos o humano Spider (Jack Champion), melhor amigo dos filhos de Sully.

As Ameaças

Tudo parece estar bem até que o “povo do céu” – os humanos da Terra, que está à beira de um colapso – decidem retornar para Pandora com o intuito de colonizá-la. Em suma, os fantasmas do passado decidem voltar com força total contra os Sully e o povo Na’vi.

Para fugir de seus inimigos, os Sully, portanto, decidem sair da companhia da tribo da floresta e migrar para o seio do clã da água, os Metkayina.

Enquanto um velho inimigo busca encontrar Jake Sully e se vingar, a família, especialmente as crianças, tenta se adaptar ao estilo de vida e aos costumes do povo da água.

Falar mais do que isso, seria dar spoilers desnecessários, e, portanto, estragar as surpresas do resto da história.

Deslumbramento Visual

A trama do filme é simples e objetiva: um jogo de gato e rato entre os Sully e seus inimigos. O verdadeiro grande diferencial de Avatar – O Caminho da Água está no seu visual.  Ele é tão deslumbrante que quando assistimos ao filme, a palavra deslumbrante parece ser pouco diante das imagens vistas na tela.

Avatar – O Caminho da Água juntou duas das grandes paixões de James Cameron: o fundo do oceano e ficção científica.  O vibrante ecossistema subaquático é semelhante a uma visão de sonhos multicoloridos. O arco íris bioluminescentes da flora nas profundezas, o pôr do sol no amplo horizonte refletindo nas ondas, a vida marinha, enfim, tudo em Pandora esbanja uma beleza realmente indescritível.

No que diz respeito às sequencias de ação, mesmo as mais caóticas, são fáceis de entender, e, ao mesmo tempo, contam com um ritmo emocionante, que torna impossível para o espectador desviar os olhos.

Veredito

Avatar – O Caminho da Água é realmente aquilo que se esperava de uma sequência do primeiro filme. Ela traz tanto mais elementos referentes à mitologia que se estabeleceu no primeiro filme quanto qual o papel da família Sully dentro dela.

Esse é nada mais, nada menos que um bom e velho blockbuster feito com a vasta experiência de James Cameron no gênero. Repleto de emoção, um espetáculo cinematográfico de encher os olhos e fazer com que as pessoas se percam por três horas em um mundo assombroso e formidável.